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  MUDAR DE IDEIA É FALTA DE OPINIÃO?

Olhando no retrovisor é fácil constatar que nossos antepassados dificilmente reviam sua postura e conceitos sobre certos temas ou problemas. Era resultado de fatores diversos, que iam da religiosidade, conveniência política, comodismo pessoal - e é claro - também da falta de cultura. Eram outros tempos, da baixa de competitividade e de uma visão limitada do mundo.

Ainda hoje encontramos muitos resistentes, radicais, daqueles que não dão o braço a torcer, alegando motivos estapafúrdios, incompatíveis com as necessidades deste mundo globalizado, cada vez mais ágil e exigente. Imagine por exemplo os médicos não aderindo aos novos conceitos sobre o tratamento e medicação de determinada doença! Imagine também o advogado avesso ao uso do computador como ferramenta de trabalho! É o mesmo caso do agricultor que não aderiu às novas técnicas de cultivo, do sedentário com ojeriza aos exercícios físicos ou do pai centralizador, provedor apenas, sem diálogo com os filhos. 
 
A mudança no pensar gera uma gama de benefícios pessoais, quebrando paradigmas e agregando novos valores. Viver sem abrir a guarda e a visão, é negar a si próprio oportunidades fantásticas de evoluir, de partilhar novos conhecimentos e preservando sua autonomia inclusive. O caminhar do homem em nossos dias exige novas atitudes, sem que isso implique em perdas de valores pessoais como moral, honestidade e família.
 
O que se fala aqui é do propósito de renovação de idéias, buscas profissionais e de ações que resultem no engrandecimento pessoal. Isso exige força de vontade, humildade e sabedoria. Ao contrário do que se possa pensar, mudar não significa negar opiniões de ontem, cultivadas no contexto de uma série de fatores.   É apenas a reciclagem, o sábio repensar.
 
Grandes personagens da atualidade, vistos como excelências pela opinião pública, têm surpreendido com seguidas manifestações de mudanças em suas opiniões e nem por isso perderam a credibilidade. Isso acaba quebrando tabus e incentiva a nossa auto-avaliação.
 
 Mas pior mesmo, é não ter idéia para mudar!

 Manoel Afonso

 
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