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  POLÍTICO TEM QUE TER MARKETING

Hoje está provado que o charmoso Kennedy não era tão competente e que outros presidentes americanos foram melhores. É o mesmo caso de Collor que só tinha pose de mocinho.
 
Mas o mundo está cheio de exemplos de homens públicos que fizeram sucesso muito mais pela competência do marketing do que pela própria capacidade (se é que tiveram)! Lá no primeiro mundo esse negócio de construir a imagem do político é antigo. Aqui o primeiro que investiu nisso foi Getúlio, que usou bem a mídia e deu no que deu. Aliás, Hitler foi o campeão absoluto na matéria.
 
O marketing visa exatamente vender uma imagem que agrade aos  olhos da população. Essa imagem é resultado da fala, da postura correta de voz, dos gestos faciais, do bom gosto de se vestir e na segurança e esperança que consiga transmitir na abordagem de vários temas. 
 
Exemplos? Pedrossian - o tocador de obras; Wilson - o defensor da probidade administrativa; Zeca – defensor dos pobres; Londres – o articulador; Figueiró – o estilo formiguinha; Lúdio – o rico simples; Nelson Trad – o preparado intelectualmente. Ainda vale lembrar o ex-deputadto Gaeta, que construiu uma imagem forte pela sua postura e discursos controvertidos.
 
Mas a intenção aqui é demonstrar que o político tem que ter uma marca que o identifique perante a população. André é um exemplo bem atual de quem soube construir uma imagem forte mesmo nos momentos negativos. Foi assim na Prefeitura, junto aos seus assessores, funcionários e no trato com a população. Não mudou o estilo nem mesmo quando precisou anunciar o corte dos programas sociais. Era uma medida antipática e desgastante, mas ele se mostrou determinado, convicto! 
 
Claro que os políticos descobriram a importância da mídia, da notícia e da sua imagem, mas nem todos conseguem transpor essa linha divisória. Eles precisam se conscientizar que o eleitor é um consumidor. Se ele compra nas Casas Bahia, se consome Omo e Coca Cola não é por acaso! É porque os nome e imagens estão expostos na mídia e construíram uma imagem de excelência. 
 
Assim, não basta só ser competente. O político tem que ter o marketing pessoal. Mas não deve exagerar, sob pena de ser visto como um demagogo. Aliás, está cheio deles por aí. E o que é pior: sem senso de ridículo (desconfiômetro). Manoel Afonso
 
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