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  Política & Café & Bobagens

O palco é o mesmo: só os personagens mudam! Em alguns casos apenas trocam o figurino... Barack Obama a Agnaldo Timóteo. Se o primeiro acenou com mudanças (“nós podemos!”) e não se livrou da forte estrutura do corporativismo americano, nosso vereador paulistano tentou rebatizar o Parque de Ibirapuera para “Parque Michel Jackson”. 

Enquanto isso aqui, Leite Schimidt ensaia o discurso do novo. Mas logo ele! – pergunta minha vizinha. Décadas no poder e nos bastidores. Tentou introduzir o “Pedrismo – sem o Pedro (Pedrossian) e deu naquele triste final do governo Marcelo Miranda, do qual foi seu ideólogo. Na avaliação direta e pessoal com o eleitorado não tem sido feliz. Mas ele está aí... no exercício livre do pensar.
Mas já se pergunta: “ o Rio 2016” será bom mesmo para quem? Se no Pan estimaram R$400 milhões e torraram R$4 bilhões, imagine então como será essa nova festa para empreiteiros e Cia? As favelas vão sumir do mapa apenas por conta dos efeitos da computação grafica?
Sacanagem com os suplentes de vereadores. Muitos já tinham encomendado a cerveja e a carne. O que fazer então com aqueles empregos prometidos? Pelo menos alguns já garantiram a boquinha de cabo eleitoral para 2010.
Quem também está procurando os holofotes do poder político são alguns empresários. Dinheiro têm de sobra. Casos do Skaf – da FIESP e agora do Ivo Rosset – da Valisère. Aliás, seria o caso de perguntar: o PT agora vestirá camisola? Mas fica o aviso: o sucesso empresarial não garante “bis” na vida pública partidária.
Falando em empresário, nosso Zé Alencar vai se superando em atitudes e palavras na sua luta contra o câncer. A leitura correta que faz da “arte de viver com simplicidade” deveria ser assimilada pelos políticos que adotam o slogan “soberba pouca... é bobagem”. Opinião geral: Marco Maciel perde feio para o atual vice presidente em termos de presença efetiva no Governo. Virou figura emblemática e nos seus momentos de dor ganha colo até dos adversários.
Perguntei ao Ciro Gomes, aqui na capital, se ele faria um homossexual ministro de seu Governo. Esperto, percebeu minha intenção, sorriu e respondeu sim – sem problemas. Emendou dizendo que amadureceu, lembrando que naquela eleição só tinha 40 anos (só isso?). Cá entre nós: a Patrícia Pillar cairia bem como 1ª. Dama. 
Ponto final: fiquei emocionado com o discurso do Lúdio Coelho na Exposul, no último sábado. Cabeça boa, sensibilizou a todos com seu relato sobre a saga dos pioneiros rurais. Fiquei pensando....bem que ele merece um documentário profissional, para ser mostrado ao pessoal das futuras gerações. Lúdio é uma enciclopédia... só de palavras fáceis e sábias! De leve... 
 
       Manoel Afonso
 
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