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  O Antagonista

 



O MPF em Mato Grosso do Sul ajuizou ação de improbidade administrativa contra Sérgio Gabrielli, Graça Foster e ex-diretores da Petrobras, além das empresas Galvão Engenharia e Sinopec Petroleum do Brasil e seus representantes.
Todos são acusados de envolvimento em irregularidades na construção da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III,em Três Lagoas, no interior do estado. Auditoria do TCU indicou a antecipação de 155 milhões de reais sem a devida garantia.
A Procuradoria pede a indisponibilidade imediada de bens dos envolvidos e, ao final da ação, a suspensão de direitos políticos, a proibição de contratar com o poder público (no caso das empresas), entre outras penas.
Confira AQUI a íntegra da ação
 
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  REVIRAVOLTA

 

Juiz rebate decisão de Gilmar Mendes e estipula nova prisão de Barata Filho
Marcelo Bretas expediu novos mandados de prisão contra empresário
Ministro do STF havia deferido habeas corpus
 

O presidente do TSE, Gilmar MendesSérgio Lima/Poder360 - 6.jun.2017


17.ago.2017 (quinta-feira) - 20h37
atualizado: 17.ago.2017 (quinta-feira) - 20h42

 

 

 

O juiz da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, Maqrcelo Bretas, determinou na noite desta 5ª feita (17.ago.2017) novos mandados de prisão contra o empresário Jacob Barata Filho. O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes havia deferido 1 pedido de soltura de Barata Filho e do ex-presidente da Fetranspor (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro), Lélis Teixeira.
 
Os 2 são apontados como integrantes de esquema de pagamento de propinas milionárias ao setor de transportes do Rio. Os suspeitos deverão continuar presos.
 
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  IGOR GIELOW

 

"Com caravana, Lula repete a história que já era uma farsa".
 
Folha de São Paulo


Político adora dizer que conhece seu povo, por óbvio. Alguns o conhecem melhor que outros, ainda mais evidente. No Brasil, subsiste uma verdadeira tara esquerdista com certa mitologia relativa a marchas, nas quais líderes messiânicos travam contato com a realidade brutal de seus futuros súditos, digo, governados.

 
Não creio que haja uma historiografia clara disso, mas é possível arriscar que no Brasil essa fascinação tem origem a coluna Prestes (1925-27), ainda que a natureza brutal do movimento seja esquecida de forma seletiva por quem o enaltece. O mesmo ocorre na China, com a Longa Marcha (1934-35) que viu a emergência do líder comunista Mao Tsé-tung.

 
Na falta de colunas militares, o que restou da esquerda brasileira se derrete pelas Caravanas da Cidadania empreendidas por Luiz Inácio Lula da Silva entre 1993 e 1996. Foram 26 Estados e 359 cidades visitadas de forma bem mambembe, ainda no espírito do velho PT.

 
Naquele ponto, o partido vivia em negação. Recusara apoio a Itamar Franco no pós-Collor, criticara o Plano Real como enganação e acabara derrotado por um ministro da Fazenda que só tinha um ativo a apelar à toda a população: a nota do real. Em resumo, era a antítese da ideia de entender o que "o povo" queria. Em 2001, uma versão mais "light" do processo foi repetida, mas aí estamos falando de pré-campanha eleitoral pura e simples.

 
Sempre que o sapato aperta, o PT apela à mística das tais caravanas, como se Lula fosse emergir delas purificado e renovado, um Getúlio deixando sua fazenda rumo ao Catete (naturalmente contando com um final feliz).

 
edição petrolão da coisa começa nesta quinta (17) na Bahia e correrá o Nordeste. 

 
É pregação para convertidos, já que o apoio à figura de Lula é enorme na região, seja pela memória afetiva ao filho da terra, seja por identificação com os programas de inclusão social que são mais prevalentes naquela área —que vem sentindo especialmente os efeitos da crise econômica gestada, ironicamente, pelo PT.

 
A classe média que o levou ao Planalto com a promessa de responsabilidade econômica em 2002 perdeu-se nos mensalões da vida, e não será por lá que o ex-presidente vai resgatá-la. É capaz até de encontrar alguma hostilidade no caminho, das franjas que por ora estão apoiando o radicalismo de Jair Bolsonaro, o que ajudaria a compor o quadro de vítima a que Lula se propõe desde que afundou de vez na Lava Jato.

 
Serão previsíveis imagens de "banho de povo", com criancinhas famélicas a acarinhar o nhonhô provedor. É capaz até de inaugurarem de novo algum trecho da transposição do São Francisco. Para fidelizar o eleitorado petista que logrou recuperar após o impeachment, o que já é um feito em si, parece que estará de bom tamanho.

 
Ao fim, contudo, será um grande embuste, até porque se tem algo que político rodado conhece é a realidade de seu país. O que realmente interessa é o que ele propõe fazer sobre ela, e tirando "lutar contra as reformas" e torcer para o governo Temer continuar o miserê que é, não se conhece plano de Lula ou do PT. 

 
Pulando a etapa "tragédia" no chavão máximo do vovô Marx, é hora de a comédia burlesca apresentar-se como repetição da história, que de todo modo já era farsesca.
*
Falando em farsa, a novela da revisão da meta fiscal é uma daquelas de mau gosto e final infeliz. Quando a base da discussão era um buraco de R$ 139 bilhões, os caraminguás que os políticos cobraram de Temer por terem rejeitado a denúncia contra o presidente e a vontade de gastar um extra no ano eleitoral são rematada indecência, mas um suspiro perto do tamanho do problema
 
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  BERNARDO MELLO FRANCO

Tira o P, fica o resto

 

 O PMDB teve uma ideia para tirar o nome da lama: aposentar o P da sigla. Parece piada, mas a proposta foi discutida a sério nesta quarta-feira. O presidente do partido, Romero Jucá, associou a mudança a planos grandiosos. “Queremos realmente ganhar as ruas”, declarou.
 
Antes que alguém perguntasse, o senador disse que a troca de nome não seria mera maquiagem. “Quero rebater críticas de que o PMDB estaria mudando de nome para se esconder. Não é verdade”, apressou-se.
 
Sem a letra inicial, o partido voltaria a se chamar MDB. Esta era a sigla do Movimento Democrático Brasileiro, criado em 1966 para fazer oposição à ditadura. Nos anos de chumbo, a legenda abrigou figuras como Ulysses Guimarães e Tancredo Neves. Eram políticos honrados, que não têm culpa pelo que está aí.
 
Conversei com dois fundadores do MDB sobre o plano de reciclar a sigla histórica. O deputado Jarbas Vasconcelos, 74, expressou sua opinião em poucas palavras: “É uma ideia irrelevante. O que melhora a imagem de um partido não é mudar o nome, e sim o seu comportamento”.
 
O ex-senador Pedro Simon, 87, pareceu mais preocupado. Ele ainda sonha em reviver o velho MDB, mas não quer ver as três letras misturadas aos escândalos de hoje. “Fazer isso agora vai parecer malandragem”, resumiu.
 
Para o político gaúcho, a ideia deveria ser guardada para outro momento. “Mudar o nome sem ter um projeto não significa nada. Qual é a bandeira nova? Vão tirar uma tabuleta e botar outra?”, questionou.
 
Simon não acredita em renovação enquanto o partido continuar nas mãos de personagens notórios. “O Jucá é um cara meio comprometido, né? Ele representa o que está aí”, disse, numa referência elegante à multidão de colegas na mira da Lava Jato.
 
O ex-senador se limitou a citar o atual presidente da sigla, alvo de nove inquéritos no Supremo. Mas poderia ter mencionado Michel Temer, Eduardo Cunha, Renan Calheiros, Geddel Vieira Lima, Jader Barbalho…
 
*Publicado na Folha de S.Paulo
 
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  GOVERNO DINÂMICO

 Governador anuncia ações na área da saúde para todos os municípios

O governador defendeu a regionalização do atendimento, e destacou que a sua administração vem trabalhando para que os casos de média e alta complexidade sejam resolvidos nos municípios

Ao participar da sétima edição do Seminário de Vereadores de Mato Grosso do Sul na manhã desta quinta-feira (17) na sede da Associação dos Municípios do MS (Assomasul), em Campo Grande, o governador Reinaldo Azambuja destacou a importância de prefeitos e vereadores estarem unidos com a administração estadual, para superar as dificuldades financeiras e assegurar atendimento de qualidade à população na área da saúde.
 
“A gestão da saúde é dos municípios, por isso é necessária a pactuação para que o Estado possa contribuir. Há 10 anos a tabela do SUS [Sistema Único de Saúde] não é corrigida, então, não tem dinheiro novo para a saúde e teremos que trabalhar juntos”, disse Reinaldo Azambuja.
 
O governador defendeu a regionalização do atendimento, e destacou que a sua administração vem trabalhando para que os casos de média e alta complexidade sejam resolvidos nos municípios. Para isso, a disponibilidade de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) vem sendo ampliada. Citou que antes era preciso trazer o paciente para Campo Grande, e agora há UTIs em Dourados, Corumbá, Nova Andradina e Ponta Porã.
Reinaldo Azambuja disse que levantamento feito pelo Governo do Estado aponta de 15% a 17% dos alunos da rede pública com baixo rendimento escolar têm problemas de audição ou de visão. “Nós estamos programando o que chamamos de Caravana na Escola, que é oferecer exames de audição e visão a todos os alunos da rede pública estadual e municipal e, identificado o problema, dar o aparelho ou os óculos para que esse aluno possa melhorar o seu rendimento escolar”, afirmou.
 
O governo também está acertando parceria com o Hospital de Câncer de Barretos, para disponibilizar à população exames preventivos do câncer da mama e do colo do útero. “O diagnóstico precoce é o melhor caminho para o tratamento do câncer, porque se for detectado precocemente você tem grande chance de conseguir a cura”, enfatizou Reinaldo Azambuja.
 
Os vereadores também ouviram do governador que até o final de 2018 serão investidos mais de R$ 500 milhões nos 79 municípios. Serão executados projetos nas áreas de infraestrutura, habitacional, rodovias. Reinaldo Azambuja disse ainda que a Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul (Fundesporte) vai destinar kits esportivos para todos os municípios. “Potencializar o apoio as atividades esportivas, com certeza você melhora o social, por isso o governo vai investir alguns milhões para fornecer equipamentos esportivos para os municípios”, finalizou.
 
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  PARA NÃO ESQUECER - PAULO SILVINO

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  CONFIRA

Bolsonaro leva 'ovada' no interior de São Paulo
 
O deputado Jair Bolsonaro (PSC) levou uma ovada de uma manifestante durante uma visita ao comércio local de Ribeirão Preto (SP) na tarde desta quinta-feira, 17. O ato acontece dez dias depois do prefeito de São Paulo, João Doria, ser atingido também por um ovo durante um evento na Câmara Municipal em Salvador.
 
O político estava com apoiadores em uma cafeteria no cruzamento das ruas São Sebastião e Álvares Cabral, no Centro da cidade, tirando foto com simpatizantes e apoiadores quando uma mulher se aproximou, tocou no ombro dele. Quando Bolsonaro se virou, a mulher apertou um ovo contra o peito do deputado e fez críticas à sua postura política.
 
A suspeita de dar a ovada foi detida pela Polícia Militar e levada para a delegacia. Bolsonaro seguiu para o mesmo local para registrar a ocorrência.
 
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  MARTA SFREDO

Deixando recessão para trás

Brasil pode ter parado de cair, mas precisa mudar para voltar a crescer
Surpresas positivas na economia mudam expectativa para PIB do segundo trimestre, mas adiamento da estabilização fiscal projeta só estagnação
O resultado positivo, mas não muito, do Indicador de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), reforça a percepção de que a recessão pode realmente ter ficado para trás. O dado do segundo trimestre veio positivo – avanço de 0,25% sobre o período entre janeiro e março –, mas bastante discreto. Mesmo assim, fez algumas consultorias da área econômica revisarem suas expectativas para o resultado do Produto Interno Bruto (PIB), que será anunciado no dia 1º de setembro. 
 
Até agora, a aposta predominante era de um resultado negativo no período entre abril e junho. O quadro começou a mudar com os indicadores antecedentes da Fundação Getulio Vargas, na quarta-feira (16), e foi reforçado pelo resultado desta quinta-feira (17).
 
Leia mais
O Itaú Unibanco, por exemplo, revisou sua projeção de -0,2% para zero para o PIB do segundo trimestre. Em vez de uma nova queda, estabilidade. Segundo o banco, a mudança foi determinada por "surpresas positivas" na produção industrial, nas vendas no varejo, na receita real de serviços e no mercado de trabalho. A gestora de recursos Quantitas fez o mesmo nesta quinta, inspirada pelo resultado do indicador do BC. E avançou uma casinha além do Itaú Unibanco. Em vez de zero a zero, quis um a um:
 
elevou a estimativa para o PIB de -0,2% para 0,1% positivo.Tem importância? Sem dúvida. Deixar para trás o mar vermelho da recessão representa não só um alívio psicológico mas um estímulo para voltar a comprar, vender, produzir, ocupar capacidade ociosa, contratar. Cada vez que uma dessas engrenagens se move, empurra a economia para o território positivo. 
 
Significa que todos os problemas econômicos do Brasil estão resolvidos? Infelizmente, não. Boa parte do avanço obtido até agora vem dos sinais de que o governo havia entendido a natureza da crise, passara o cadeado nas contas públicas com a lei do teto dos gastos e passaria a se comportar com a responsabilidade fiscal que se espera de uma gestão com os cofres raspados.
 
Até o mercado financeiro, que havia tentado mostrar indiferença ao "rombo do rombo", com bolsa em alta e dólar em baixa diante do anúncio do buraco ampliado de R$ 139 bilhões para R$ 159 bilhões, mudou de rumo nesta quinta. 
 
A bolsa caiu pela primeira vez em cinco sessões e o dólar subiu. Analistas atribuíram os dois movimentos à "incerteza fiscal". No pacote que acompanha a revisão da meta de déficit, estão medidas difíceis de aprovar no Congresso. 
 
Embora não tenham rebaixado a nota do Brasil, agências de risco alertaram para os perigos de prolongar o processo de estabilização da dívida pública brasileira, que voltará a inquietar investidores externos. Para voltar a crescer, o Brasil precisa de outra atitude.
 
 
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  CARTOO VIP

 

Gallery of Cartoons by Aleksandr Kostenko - Ukraine

 Aleksandr Kostenko - Ucrânia
 

 
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  DEUTSCHE WELLE - (ALEMANHA)

Coluna

Zeitgeist: Arábia Saudita, wahhabismo e o "Estado Islâmico"
 
A interpretação fundamentalista do islã que é a religião "de facto" do reino saudita é também a base ideológica da milícia extremista. Confira na coluna desta semana, por Alexandre Schossler.
 
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Militantes seguram bandeira do "Estado Islâmico" no Iraque
 
Para entender as origens ideológicas da milícia extremista "Estado Islâmico" é necessário voltar ao ano de 1744, quando o clérigo radical Muhammad ibn Abd al-Wahhab selou uma aliança com Muhammad ibn Saud, o emir da pequena cidade de Diriyah, no deserto da Arábia.
 
O pacto previa que Ibn Saud protegeria e propagaria os ensinamentos de Wahhab, ao passo que este daria legitimidade religiosa ao poder daquele, e foi selado com o casamento de um filho de Ibn Saud com uma filha de Wahhab. Bem-sucedida, a aliança está na origem do que é hoje conhecido como o primeiro reino saudita, que durou de 1744 a 1818. Os descendentes de Wahhab, a família Al ash-Sheikh, é até hoje a segunda em prestígio na atual Arábia Saudita e a principal do uluma, o órgão dos sábios religiosos.
 
A interpretação do islã feita por Wahhab – que se baseava nos ensinamentos de um clérigo do século 14, Ibn Taymiyyah – era monoteísta, exclusivista, censora e fundamentalista. Wahhab detestava todas as formas de idolatria, como a adoração de monumentos religiosos, a crença em santos, o cultivo de superstições e as peregrinações religiosas. Ele pregava uma adoração monoteísta e livre de qualquer tipo de "inovações".
 
Estudiosos disputam se a interpretação radical do conceito de takfir (a prática de declarar outro muçulmano como kafir, ou infiel – no caso do wahhabismo, qualquer um que não siga a doutrina) data do tempo de Wahhab. Mas é certo que ele foi incorporado ao wahhabismo nas suas primeiras décadas, bem como o consequente castigo de matar os kafir, violar suas esposas e filhas e confiscar suas posses. A abordagem "conversão ou morte" para os infiéis também data dos primórdios da doutrina.
 
Aqui, as semelhanças com a ideologia do "Estado Islâmico" já se tornam evidentes e, de fato, os livros de Al Wahhab são distribuídos nos territórios controlados pela milícia.
 
O primeiro reino saudita acabou em 1818, e o wahhabismo ficou limitado à sua região original, o Najd (a área central da atual Arábia Saudita). Ele voltou a ganhar força e se expandir a partir de 1901, quando um descendente de quinta geração de Muhammad ibn Saud, Abdul-Aziz Ibn Saud, começou uma campanha militar para retomar o domínio de sua família na região, o que levaria à fundação do atual Reino da Arábia Saudita, a partir dos escombros do Império Otomano.
 
Na sua campanha militar, Ibn Saud se aliou aos guerreiros ikhwani, basicamente beduínos que haviam se convertido ao wahhabismo. Essa aliança foi bem-sucedida e resultou nas conquistas de Najd e Hejaz, regiões que em 1932 seriam unificadas no Reino da Arábia Saudita. Mas o expansionismo dos ikhwani, que atacaram os protetorados britânicos da Transjordânia, do Iraque e do Kuwait, não tinha o apoio de Ibn Saud, pois eles se voltavam contra a potência da época, a Grã-Bretanha.
 
Ibn Saud queria o apoio da Grã-Bretanha. Mais tarde, quando o petróleo foi descoberto, ele queria também vender o produto para o Ocidente, especialmente os Estados Unidos. Ele também queria introduzir novidades tecnológicas no seu reino, como o telégrafo, e adotava uma abordagem menos rígida e mais pragmática em relação a outras correntes do islã, o que se chocava com os ensinamentos wahhabistas.
 
Já os ikhwani se opunham ao estilo modernizador, pragmático e pró-Ocidente de Ibn Saud. O conflito resultante, a Batalha de Sabilla, em 1929, acabou com a derrota dos ikhwani, que lutavam com espadas e camelos, pelas forças de Ibn Saud, que usavam metralhadoras.
 
Esse embate inaugurou o que seria uma contradição inerente ao Reino da Arábia Saudita: entre a modernização e ocidentalização, representada pela família real, e o puritanismo ideológico radical wahhabista, na sua condição de religião de Estado de facto. Frequentemente os religiosos wahhabi, reunidos na uluma saudita, são acusados por grupos mais radicais de advogarem uma versão corrompida do wahhabismo, deixando de lado posições originais centrais e focando na obediência à família real – servindo, assim, aos interesses da monarquia.
 
O "Estado Islâmico" compartilha dessa crítica e pode, assim, ser visto como um retorno às origens do wahhabismo e também como uma milícia radical na tradição dos ikhwani e, portanto, uma ameaça a todo o reino saudita.
 
A coluna Zeitgeist oferece informações de fundo com o objetivo de contextualizar temas da atualidade, permitindo ao leitor uma compreensão mais aprofundada das notícias que ele recebe no dia a dia.
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    "Estado Islâmico": de militância sunita a califado
     
    A origem do "Estado Islâmico"
     
    A trajetória do "Estado Islâmico" (EI) começou em 2003, com a derrubada do ditador iraquiano Saddam Hussein pelos EUA. O grupo sunita surgiu a partir da união de diversas organizações extremistas, leais ao antigo regime, que lutavam contra a ocupação americana e contra a ascensão dos xiitas ao governo iraquiano
 
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  PREVIDÊNCIA MUNICIPAL

Câmara abre CPI para apurar irregularidades no IMPCG

Os vereadores vão investigar denúncias de má gestão ocorridas no período entre os anos de 2012 a 2017
Os vereadores vão investigar denúncias de má gestão ocorridas no período entre os anos de 2012 a 2017 / Divulgação
A Câmara Municipal de Campo Grande instaurou, nesta quinta-feira (17), uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar supostas irregularidades cometidas no IMPCG (Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande). O colegiado é composto pelos vereadores Fritz (presidente), Enfermeira Cida Amaral (relatora), Pastor Jeremias Flores, Veterinário Francisco e André Salineiro. As atividades da CPI serão realizadas no prazo de 120 dias, podendo ser prorrogadas.
 
O IMPCG compreende a Funserv, Servimed e Previcamp. Os vereadores vão investigar denúncias de má gestão ocorridas no período entre os anos de 2012 a 2017, ocasião em que levou o Instituto à ineficiência financeira, dentre as quais estão apontadas no Relatório da Comissão de Acompanhamento da Reestruturação do IMPCG, conforme consta no requerimento para a criação da CPI.
 
O documento que culminou na criação da Comissão Parlamentar de Inquérito, de 51 páginas e dezenas de anexos, foi elaborado com base nos seis meses de trabalho no colegiado, que identificou uma série de irregularidades no instituto, responsável pela gestão da previdência do funcionalismo público municipal.
 
A Comissão, além de apontar as falhas que causaram um rombo milionário no órgão, ainda elenca uma série de medidas que devem ser adotadas para reestruturá-lo financeiramente.
 
No relatório, consta que há indícios de divergência de valores e de informações a respeito do caixa do órgão, que deveria estar com pouco mais de R$ 110 milhões, fato que foi publicado no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande), onde os demonstrativos apontavam que, em janeiro de 2013, havia R$ 110.650.995,27 no IMPCG, e em 30 de maio de 2016, o montante era de R$ 874.552,19, ou seja, decréscimo de R$ 109.776.443,08.
 
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  E AGORA?

 

Justiça Federal cancela entrega de título honoris causa a Lula
 
A Justiça Federal deferiu a liminar cancelando a entrega do título de doutor honoris causa ao ex-presidente concedido pela Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), criada na gestão do petista, em 2005
A caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo Nordeste nem começou e já tem a primeira pedra no caminho do petista. A Justiça Federal deferiu a liminar cancelando a entrega do título de doutor honoris causa ao ex-presidente concedido pela Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), criada na gestão do petista, em 2005. A cerimônia para homenagear o petista estava marcada para ocorrer na sexta-feira, 18, no município de Cruz das Almas, e é um dos roteiros do tour do petista pela região.
 
A determinação, do juiz Evandro Reimão dos Reis, da 10.ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária da Bahia, estipula a suspensão do evento para esta "ou outra qualquer data". "A solenidade encontra-se marcada para o dia 18/08/2017 e sua realização frustra a prestação jurisdicional, porquanto, acaso procedente a pretensão, não será possível retroceder no tempo para desconstituir a solenidade", diz o magistrado.
 
O recurso foi apresentado pelo vereador soteropolitano Alexandre Aleluia (DEM). Ainda de acordo com o juiz, o ofício será encaminhado para a Polícia Federal, "para que (a PF) esteja presente na data e local anunciados da entrega da honraria e, em caso de descumprimento desta decisão, adote as medidas cabíveis".
 
O Instituto Lula e a universidade por enquanto não vão se pronunciar sobre a decisão.
 
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  CAPITAL

Aprovados três Projetos na sessão  desta quinta-feira
As propostas seguem para sanção do prefeito
As propostas seguem para sanção do prefeito / Divulgação
Os vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande aprovaram três Projetos de lei na sessão ordinária desta quinta-feira (17).
 
Em regime de urgência, em turno único de discussão e votação foi aprovado o Projeto de Decreto Legislativo n. 1.783/17, de autoria do vereador William Maksoud, que concede o título de “Visitante Ilustre” da cidade de Campo Grande – MS ao professor e delegado da Polícia Civil, Sr. Thiago Garcia Ivassaki.
Já em primeira discussão e votação foi aprovado o Projeto de Lei nº 8.421/17, de autoria do vereador Cazuza, que dispõe sobre a autorização ao Poder Executivo Municipal de Campo Grande-MS para implantar equipamentos esportivos e de lazer adaptados para alunos com necessidades especiais nas escolas municipais.
E por fim, em segunda discussão e votação foi aprovado o Projeto de lei nº 8.434/17, de autoria dos vereadores, Delegado Wellington, Otávio Trad e André Salineiro, que institui o Plano Municipal de Segurança Pública de Campo Grande e dá outras providências.
As propostas seguem para sanção do prefeito
 
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Última atualização: 18/08/2017 00:09
     
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